Por: Equipe NetFighter | 13 de dezembro de 2016

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Alan Nuguete, do UFC, com um dos medalhistas do projeto social (Foto: divulgação)

Criado em 2012 pelo faixa preta de jiu-jitsu da Gracie Humaitá Anderson Ribeiro, conhecido como “Mestre Boizão”, o Spartanos do Complexo, projeto social que atende crianças e jovens do Complexo de Favelas da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, é uma das ações mais bem sucedidas da capital fluminense e o resultado é refletido não apenas nas competições de artes marciais, como também nas conquistas dos alunos fora dos tatames.

Somente este ano, a equipe faturou nada menos que 256 medalhas somando competições de jiu-jitsu – que é o carro-chefe, luta olímpica e boxe. Fora do tatame, dois alunos passaram no concurso do tradicional colégio Pedro II. Além disso, a faixa laranja da equipe Laryssa Cristine, de 15 anos, ficou em primeiro lugar na Olimpíada de Matemática.

“A gente acompanha e cobra o desempenho escolar de cada criança que é atendida por nós. Nosso objetivo principal é formar cidadão, não apenas competidores, isso é consequência. O projeto é aberto para quem quiser colaborar, e não precisa entender de nenhuma luta. Pode vir aqui ler um livro para uma criança, ajudar com aulas de matemática e português, e o mais importante, dar carinho”, contou Mestre Boizão.

Neste final de ano, mais uma vez a Legião da Boa Vontade patrocinou o projeto com a doação de centenas de quimonos e inscrições em campeonatos, sempre em parceria com a Federação de Jiu-Jitsu do Rio (FJJ-Rio) e a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ). Outras empresas como a Prime Esportes, a Abbott Sports e o Penha Shopping também apoiam a ação. Como o projeto atende muitas crianças, o faixa preta fez valer sua premissa, presenteando aqueles que passaram de ano na escola com as melhores notas.

“A gente tem que receber os boletins e verificar a média. Passando de ano com uma boa média, a gente tenta recompensar como a gente pode, seja repassando os quimonos doados pelos nossos parceiros, seja promovendo passeios ou então levando na pizzaria, enfim, tudo o que merecerem”, explicou o líder do projeto.

Uma das referencias do projeto é a faixa laranja de jiu-jitsu Laryssa Cristine, que foi vice-campeã de jiu-jitsu no último torneio que competiu e conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Matemática. Apaixonada por artes marciais, a jovem de 15 anos já sabe o que quer no futuro.

“Quero ser uma faixa preta. Chegando na faixa preta, pretendo ajudar aqui também, assim como eles me ajudaram”, projeta a campeã.

A cerimônia de entrega dos quimonos aconteceu na manhã do último sábado, no próprio projeto, e contou com as presenças de representantes das empresas que ajudam o projeto e também do lutador peso leve do UFC Alan Nuguette, que conversou com as crianças, “lutou” um pouquinho e ficou encantado com o serviço prestado.

“O esporte educa. Aqui através da luta eles conseguem a disciplina e a educação que alguns talvez nem tenham na própria casa. Daqui sairão pessoas que no futuro irão agregar valores à sociedade, e não tirar”, destacou Nuguette.

 

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