Por: Equipe NetFighter | 5 de janeiro de 2017

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*por Guilherme Cosenza

Para quem mora na região do Grajaú, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, não é difícil encontrar algum dos “soldados” da equipe Milithai passeando pelo bairro. Seja dentro da academia DNA ou no parque localizado dentro do condomínio de prédios Antares, popularmente conhecido como “Tijolinho”, a equipe Milithai marca presença e aumenta a cada dia mais seu número de adeptos.

Professor Lazlo Kanguru

Nascida das mãos do mestre Carlos Eduardo, o China, a equipe treina uma das mais antigas artes marciais, o Muay Thai: “a Milithai surgiu da necessidade que eu sentia, pois estava começando a ter muitos alunos se graduando, virando professores e querendo dar aula. Geralmente, esses alunos teriam de sair e montar suas próprias equipes. Resolvi então criar um nome que pudesse englobar a todos e pudéssemos permanecer uma equipe; assim surgiu a Milithai”.

Contudo, muito antes de ganhar dinheiro, a Milithai se transformou em uma vertente social dando aulas em comunidades e atendendo a todo tipo de público. Entre os alunos de maior destaque do professor está Lazlo Kanguru, responsável por ministrar as aulas do projeto no parque a céu aberto dentro do “Tijolinho“.

Lazlo ainda conta com a ajuda do também aluno de China e instrutor da Milithai, Bernardo Okoxa. “Estamos retomando atualmente o projeto, ficamos um tempo em um local e estamos em um novo ambiente. Começamos a fazer as fichas de inscrição, para quem quiser participar, é só se inscrever, queremos é que as pessoas venham. Não tem nenhum custo, basta ter vontade, disposição e vir se inscrever, depois disso é participar dos treinos, porque o resto a gente faz”, explicou Lazlo. Os treinos acontecem às terças e quintas de 19hrs até as 21hrs bem no centro do parque onde os alunos aprendem técnicas e fazem trabalhos para o condicionamento físico, Lazlo explica a dinâmica das aulas: “fazemos uma hora de boxe inglês e uma hora voltada ao Muay Thai”.

O instrutor Bernardo Okoxa orienta os alunos do projeto

A equipe reune de 25 a 30 alunos por aula, seja vindo de indicação de amigos ou de curiosos que frequentam a praça: “os alunos são muito ativos, temos um grupo no whatsapp onde a gente se comunica com eles e toda hora eles estão falando, se comunicando, querendo saber dos treinos e tudo mais. Graças a Deus os alunos são muito envolvidos com o projeto, o que nos dá mais força ainda de continuar”, explica Bernardo. Contudo, o projeto ainda passa por algumas dificuldades estruturais como conta Lazlo: “por ser aberto e em um parque, ficamos um pouco a mercê do tempo, também não temos patrocinadores ou apoiadores, com isso precisamos trabalhar com o que temos e adaptar uma série de coisas, mas com a boa vontade e o trabalho, temos fé de melhorar muita coisa ainda”.

A equipe “Milithai – Lazlo Kanguru” convidou NetFighter para troca de kruang (a graduação do Muay Thai) no final de 2016. Porém, antes das festividades, os alunos tiveram que suar a camisa e participar de um acalorado sparring. No final, os professores fizeram o balanço do ano com os alunos e Bernardo avisou o que espera para 2017:

“quero que a nossa equipe traga um cinturão para gente, todos aqui se esforçam e muitos tem potencial para ser lapidado. Em 2017 quero a nossa equipe ganhando os campeonatos”.

Já Lazlo agradeceu a presença e parceria de todos: “esse projeto é muito importante para nós, eu agradeço demais por vocês fazerem parte disso, muito obrigado“.

Os alunos no último treino do ano.

Fotos: Guilherme Cosenza

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