Por: Equipe NetFighter | 10 de agosto de 2016

0.

Chances de medalhas do Brasil no Taekwondo nas Olimpíadas Rio 2016

Da esquerda para direita: Iris Tang, Maicon Andrade e Julia Vasconcelos são esperanças do Brasil nas Olimpíadas (Fotos: reprodução internet)
Da esquerda para direita: Iris Tang, Maicon Andrade e Julia Vasconcelos são esperanças do Brasil nas Olimpíadas (Fotos: reprodução internet)

Avaliar as chances de medalhas dos brasileiros no taekwondo à luz do currículo dos principais atletas é uma tarefa não muito complicada de fazer, mas ao mesmo tempo inglória, pois estamos na torcida e querendo que os quatro guerreiros subvertam a lógica e sejam as surpresas que o taekwondo, nas Olimpíadas, vem nos reservando. As lutas de Tae Kwon Do nos Jogos Rio 2016 começam no dia 17 de agosto.

Então vamos lá, a começar com a atleta Iris Tang Sing, até 49 quilos, que pega na primeira luta  a neozelandesa Andrea Kilday, 74ª no ranking Olímpico. Campeã da seletiva do Pacífico para os Jogos do Rio, Kilday não deve ser entrave à brasileira, que deverá pegar na segunda luta a mexicana Itzel Manjarrez, pra quem já perdeu duas vezes. Mas dessa vez estamos no Brasil e na certeza de que um outro espírito vai se apossar de nossa atleta, empurrando-a à vitória.

E esse espírito virá da torcida.

Se assim for, ela baterá de frente com a chinesa Jingyu Wu, bicampeã Olímpica e favoritíssima ao Ouro. Nesse caso, mesmo torcendo muito, dificilmente a lógica será subvertida.  Restará à brasileira a disputa pelo bronze, que também não será nada fácil em razão do enfrentamento com outras grandes atletas, como a tailandesa Panipak Wongpattanakit e a coreana So Hui Kim.

A esperança de medalha para Iris reside no fato de que ela já venceu a coreana. Isso ocorreu no Grand Prix de Samsun (cidade ao norte da Turquia). Portanto, o feito pode vir a se repetir no Rio.

Acreditando fortemente que não terá grandes dificuldades para derrotar o Israelense Atias Ron na primeira luta, Venilton Teixeira, da categoria até 58 kg, começará o caminho para a medalha a partir do segundo combate, que deve ser contra o mexicano Carlos Navarro, pra quem perdeu nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, ano passado, por 12 x 9. Se passar pelo mexicano, a exemplo de Iris, provavelmente encare o iranino Farzan Zadeh, primeiro do ranking olímpico e um dos favoritos ao Ouro, juntamente com o coreano Tae Hun Kim, que está do outro lado da chave. Nessa perspectiva de chegar a lutar com Farzan, vejo a chance pela medalha de bronze, mesmo tendo de enfrentar (do outro lado) grandes atletas como o dominicano Luis Pie, o alemão Levant Tuncan, o português Ruy Bragança, e o colombiano Oscar Munoz (Bronze em Londres).

Chance reduzida de medalha está na categoria até 57 quilos, com Júlia Vasconcelos. A brasileira, apesar de muito aguerrida, se passar pela finlandesa Mikkonen Suvi, enfrentará ou Nikita Glasnovic (da Suécia) ou a veterana Carolina Marton. A tendência é de que a adversária da brasileira seja Nikita. Uma atleta mais alta que mantém a perna direita à frente e controla bem a distância. Júlia, terá de se movimentar bastante para se aproximar e desferir com velocidade seus golpes. Caso passe pela segunda luta, provavelmente pegue a primeira do ranking Olímpico, a britânica Jade Jones, medalha de Ouro em Londres. Dificilmente conseguirá desbanca-la. Restará então, também, tentar o bronze. Só que do outro lado da chave, há atletas espetaculares como a tailandesa Phannapa Harnsujin, a iraniana Alizadeh Zenoorin, a japonesa Mayu Hamada e a Egípcia Hedaya Malak. Muito complicado para a brasileira.

Mas em se tratando de surpresa em Olimpíada, vamos torcer que ela esteja reservada para Maicon Andrade, na categoria acima de 80 quilos. O brasileiro, que apareceu no cenário nacional e internacional somente em 2014, teve uma projeção meteórica ao desbancar alguns medalhões em competições abertas internacionais. Entre eles, o americano Stephen Lambdin, a quem nocauteou no Open da Ucrânia, em 2015 e que vai enfrentar na primeira luta dessa Olimpíada. Lambdin é um lutador mais estático e se movimenta em linha. Ele tem preferência por manter a perna esquerda à frente, e Maicon faz um jogo técnico mais atualizado com os coletes eletrônicos. Deve vencer o americano para enfrentar, provavelmente, o francês M’Bar N’Diaye, para cujas técnicas o brasileiro terá de redobrar os cuidados. N’Diaye desfere chutes altos em velocidade.  Se Maicon passar pelo francês, enfrentará, na semifinal, o cubano Rafael Castillo, o uzbeque Dimitry Shokin ou o chinês Qiao Sen. O mais perigoso para o brasileiro, em minha opinião, é o cubano. Atleta muito agressivo e que desfere chutes altos com muita facilidade. Considero-o favorito ao lugar mais alto do pódio. Vamos torcer para que Maicon o surpreenda e vá à inédita busca pela medalha de Ouro.

De qualquer forma, são avaliações baseadas no histórico curricular desses espetaculares atletas. Todos se conhecem muito bem e tudo pode acontecer. Só torcemos para que a sorte esteja ao lado do Brasil.

Deixe seu comentário!