Por: Equipe NetFighter | 7 de fevereiro de 2017

0.

Na última sexta-feira (3) foi realizada mais uma rodada Super Fight League, evento indiano de MMA com um formato diferente, onde oito equipes são divididas em dois grupos de quatro e lutam entre si no grupo. As duas melhores equipes passam às semifinais e os vencedores disputam a grande final. Há ainda disputa de terceiro lugar entre os perdedores das semifinais.

São seis categorias, sendo cinco masculinas (galos, penas, leves, meio-médio e meio-pesado) e uma feminina (mosca). Cada equipe conta com dois lutadores por categoria (titular e reserva).

Durante os combates entre as equipes Guajarat Warriors e Bengaluru Tigers, com vitória da segunda por 4 a 2, tivemos seis duelos muito movimentados, onde nenhuma luta foi para decisão dos juízes laterais, sendo duas finalizações, três nocautes e uma desqualificação.

Porém, duas lutas chamaram atenção pela demora do árbitro em encerrar o combate, ocasionando inclusive uma reviravolta. Nos principais eventos do Brasil e do mundo, quando o lutador está dominado, levando diversos golpes e não esboça reação, estamos acostumados a ver a interrupção da luta, com o árbitro decretando o nocaute técnico.

No terceiro evento da noite, a indiana Pooja Tomar, que até então tinha duas vitórias em duas lutas de MMA, perdeu por finalização no terceiro round para Hanna Kampf, americana, que possuía uma vitória em apenas uma luta de MMA. Faltando pouco mais de dois minutos para o fim do segundo round, Hanna montou em Pooja e desferiu dezenas de socos na adversária, que tentava apenas proteger sua cabeça e não esboçava qualquer golpe, ou sair da incômoda posição.

Para a surpresa inclusive dos comentaristas do evento, o árbitro Samuel Lalrozama não interrompeu a luta: “O árbitro está bem ali. Eu não tenho certeza do que ele está vendo que nós não estamos”.

Ao iniciar o terceiro round, mais do mesmo: Hanna Kampf montou e golpeou a cabeça da adversária dezenas de vezes por mais dois minutos, novamente sem que o árbitro interrompesse o combate, e então resolveu partir para finalização, aplicando uma chave de braço na adversária, que bateu em desistência (CONFIRA NO VÍDEO ABAIXO).

O combate seguinte, entre o americano Ryley Hallman, estreante no MMA, e o indiano Vikash Singh seguiu o mesmo “roteiro”, porém teve um final diferente. Enquanto Hallman buscava a luta no solo, tentando finalizar seu oponente, Singh o castigava no ground and pound, chegando a ficar montado no americano, desferindo golpes em sua cabeça por aproximadamente dois minutos. Hallman tentava apenas proteger seu rosto enquanto era atacado por dezenas de socos e marretadas, sem que o árbitro interrompesse o combate, para desespero da equipe do indiano.

Ao retornarem para o terceiro round ambos aparentavam estar muito cansados. Mais debilitado, Hallman buscou novamente a luta no solo e, para a surpresa de todos, aproveitou um descuido de Singh e aplicou uma chave de braço no indiano, vencendo o combate, numa das maiores reviravoltas já “permitidas” pela arbitragem.

Qual sua opinião? O árbitro errou em algum dos combates?

Deixe seu comentário!