Por: Equipe NetFighter | 2 de dezembro de 2016

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Charyana ergue o braço de Nazareno Malegarie, vitorioso no Smash Fight 4, em outubro (Foto: Photo Fight)
Charyana Gamballe ergue o braço de Nazareno Malegarie, vitorioso no Smash Fight 4, em outubro (Foto: Photo Fight)

*Por Sabrina Santos

Em outubro, o Smash Fight retornou após longo tempo de ausência do cenário do MMA nacional, mas voltou com grandes nomes, como Nazareno Malegarie e Rodrigo Cavalheiro, e uma raridade na arbitragem: uma mulher no centro do cage. Charyana Gamballe é uma das poucas árbitras do país, pelo menos entre os eventos mais conhecidos e, em entrevista ao NETFIGHTER pediu mais espaço para as mulheres na arbitragem.

“No Sul e Sudeste, sou a única árbitra, pelo menos nos maiores eventos. Também sei que tem Carla Freitas na Bahia e a Camila Albuquerque no Ceará. Fiz minha formação com o Mario Yamasaki, e estou sempre aprendendo. E espero que mais eventos tenha essa a visão de que mulher pode sim arbitrar e ser respeitada”, conta a curitibana.

“Tenho dois anos de arbitragem, e no início sofri muito preconceito mesmo, demorei a criar credibilidade. Consegui diminuir o preconceito com apoio de organizadores de evento, equipes de arbitragem e árbitros que me abraçaram”

Sendo escalada cada vez mais nos eventos nacionais, na maioria das vezes para arbitrar lutas masculinas, Charyana enxerga benefícios não só para si, como para os eventos.

“Eu acho que acaba sendo uma via de duas mãos, os eventos me oportunizam trabalhar, sabendo da dificuldade que é estar nesse mundo que não é só masculino, mas é absolutamente machista. E eu passo pra eles um pouco dessa repercussão de mídia que eu venho tendo, então acaba sendo benéfico para ambos os lados”, diz Gamballe, que já praticou Judô, mas que ingressou no MMA através da sua equipe, a Gile Ribeiro Team.

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